Risoto de gorgonzola e pêra

Acho que já deu pra notar que adoro risotos. São práticos de preparar e de comer (e eu adoro comidas que são fáceis de comer: das frutas, as que mais gosto são as que não tenho muito trabalho com as sementes: banana, maçã, jambo, pêra. Não me venha oferecer melancia ou ata!).

Já que a vantagem dos risotos – além de serem deliciosamente viciantes – são tal praticidade, nada mais contraditório, na minha opinião, do que fazer um desses com carne, frango ou peixe – a menos que seja uma sobrinha do seu almoço ou jantar do dia anterior, ok? Aí não conta. Bom mesmo é aproveitar a rapidez das frutas e legumes, os quais não precisamos cozinhar e temperar antes de pôr no panelão. E se os dois ingredientes principais estiverem de promoção no supermercado no dia em que você resolveu que precisa desenjoar do pão-com-ovo, melhor ainda!

Fazia tempo que queria experimentar essa combinação de delícias, mas algumas receitas que vi por aí e nas quais me baseei para fazer essa – que devem ser maravilhosas também, é claro – dizem para descascar a pêra, cortar de um jeito tal, colocar de molho em água com limão por tanto tempo etc. Me animo em dizer que não fiz nada disso e ficou esplêndido. Piquei a cebola no processador, e depois a pêra e o gorgonzola. Com a meia hora que economizei, fiz este post pra vocês. Valeu a pena? 😉

Risoto de gorgonzola e pêra

Ingredientes
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
150g de queijo gorgonzola
Azeite de oliva para refogar a cebola
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola média picada
1 xícara (chá) de vinho branco seco
2 tabletes de caldo de legumes
2 pêras médias cortadas em cubos

Modo de preparo
Em uma panela, deixe ferver 700ml de água juntamente com os tabletes de caldo de legumes. Quando ferver, diminua o fogo para o mínimo, para permanecer aquecido. Em outra panela aquecida em fogo médio, coloque o azeite e refogue a cebola picada. Junte o arroz (mexendo por uns 2 minutos) e depois o vinho. Mexa bem até que o arroz fique transparente e o vinho tenha evaporado. Acrescente a água com o caldo de legumes aos poucos (uma xícara ou concha por vez), mexendo constantemente, e adicionando outra xícara de caldo somente quando a última tiver sido absorvida. Continue o processo até que o arroz esteja cozido, mas al dente (uns 15 minutos). Acrescente por último (quando faltar apenas uma concha de caldo) o gorgonzola e a pêra. Nesta última concha, não deixe secar completamente o caldo. Adicione a manteiga e misture levemente. Tampe a panela e sirva em seguida. Não precisa adicionar sal, pois o queijo já é suficientemente salgado.

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Brownie triplo e a utilidade das coisas aparentemente fúteis

Em primeiro lugar, desculpem a foto ruim desse brownie tão inesperadamente maravilhoso. Não poderia deixar de postar essa gostosura, então juro que vale a pena e que fica mais bonito do que o que está na foto. Decidi fazê-lo quando procurava algo que agradasse muita gente ao mesmo tempo. Ele tem o contraste entre o amargo e o doce, é crocante mas macio, tem textura de bolo mas não muita – tem um pouco de textura do chocolate mesmo, por conta dos pedaços inteiros que ficam na massa. Perfeito!

Brownie é uma comida que parece realmente dispensável em alguns momentos. Assim como a decoração. A arquitetura em si compara-se às comidas com nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo e sobrevivência humana. Já a decoração parece fútil à primeira vista, mas tem um papel também importante – de organização, estética e personalidade – assim como as guloseimas, que deixam todo mundo mais feliz e em pleno prazer de uma hora pra outra. Uma boa pedida pra quem está querendo deixar sua festinha bem animada e agradar a todos (bem, menos alguém que extra-terrestremente não goste de chocolate!).

A receita tirei daqui, onde vocês podem ver fotos muito melhores que essa! Mas fiz algumas alterações que estão descritas ao lado. Beijos e boa semana!

Brownies triplos

Ingredientes
– xícara medidora de 240ml

¾ xícara + 1 colher (sopa) – 185g – de manteiga sem sal
185g de chocolate amargo picado (utilizei um com 60% de cacau)
3 ovos
1 ¼ xícaras (250g) de açúcar
1 colher (chá) de baunilha
2/3 xícara (94g) de farinha de trigo
½ xícara (45g) de cacau em pó sem adição de açúcar
1 pitada de sal
¾ xícara (116g) de chocolate branco em pedaços graúdos (utilizei 230g)
¾ xícara (116g) de chocolate ao leite em pedaços graúdos (utilizei meio amargo da Garoto)

Modo de preparo
Pré-aqueça o forno a 180ºC; forre uma forma quadrada de 20cm com papel alumínio, deixando sobrar para fora da forma, formando “alças”. Unte o papel com manteiga e reserve. (Eu utilizei uma forma retangular de 20x30cm e papel manteiga)

Coloque a manteiga e o chocolate amargo numa panelinha e leve ao fogo baixo, mexendo até derreterem. Retire do fogo e deixe esfriar.
Junte os ovos, o açúcar e a baunilha na tigela grande da batedeira e bata até obter um creme claro. Usando uma espátula de borracha/silicone, misture os ingredientes derretidos.
Peneire a farinha, o cacau e o sal sobre o creme de chocolate e misture com a espátula. Acrescente os chocolates branco e ao leite picados e misture bem. Despeje na forma preparada e leve ao forno por 35-40 minutos ou até a superfície firmar – se você assar demais a consistência do brownie ficará totalmente diferente.
Deixe esfriar, remova da forma com a ajuda das “alças” de papel alumínio e corte em quadradinhos.

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Brigadeiro de Nutella

Brigadeiro foi a primeira receita que aprendi na vida. Não me lembro nem com que idade comecei a misturar qualquer coisa com leite condensado e colocar no fogo. Até quando não tinha nada achocolatado, inventava brigadeiros de limão, de farinha láctea ou até brigadeiro “branco” –  é só colocar somente o leite condensado no fogo com um pouquinho de manteiga por 10 minutos e está pronto!

Só sei que, de lá pra cá, não parei mais. Acho que deve ser a receita que mais tenho vontade de fazer, pelo tempo-benefício: ingredientes muito simples e fáceis misturados por exatos 10 minutos em uma panela que, quando a preguiça bate ainda mais, pode sim ser de teflon.

Hoje lembrei dessa iguaria calórica e meia, mas que vale muito a pena de ter que malhar um pouquinho mais, e decidi postar meu companheiro de monografia. Tenho postado pouco aqui, pois não tenho tido muito tempo. E por falar em falta de tempo, até no aperreio dá pra parar 10 minutinhos e fazer um lanchinho desses, não é? Bom feriado!

Brigadeiro de Nutella

Ingredientes 
1 lata de leite condensado
2 colheres de sopa de cacau em pó
2 colheres de sopa de Nutella
1/2 colher de chá de margarina

Modo de preparo
Coloque tudo numa panela média e misture em fogo baixo por 10 minutos ou um pouco mais, se quiser fazer bolinhas. Sirva com biscoitos.

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Risoto de aspargos

Clima frio, inverno no Rio de Janeiro. Fomos visitar nossos padrinhos de casamento e, depois desse post aqui, Madrinha ficou famosa por seus risotos saborosíssimos e incrivelmente fáceis, do jeito que eu gosto.  Nessas condições, nada melhor do que fazer um desses pratos para esquentar um pouquinho e matar a saudade dos queridos amigos.

Este dia foi muito produtivo (e engordativo): fizemos canjica branca, sopa de tomates, sorvete de chocolate crocante, e o risoto.

Tão boa quanto a outra, essa receita é infalível e deixa qualquer conversa bem aquecida. Noite maravilhosa, férias maravilhosas, numa cidade mais ainda. Aguardem outras receitas feitas neste mesmo dia. Nham.

Risoto de aspargos

Ingredientes
500g de arroz arbóreo
Uma cebola média cortada em rodelas
Azeite de oliva
2 tabletes (ou 20g) de caldo de legumes
400g de aspargos frescos cortados em rodelas médias
Sal e pimenta (moídos na hora) a gosto.

Modo de preparo
Em uma panela grande, refogue a cebola no azeite até ficar macia. Ao mesmo tempo, coloque para ferver cerca de 500ml de água e acrescente os tabletes de caldo de legumes.
Após refogar a cebola, coloque mais azeite, até a panela ficar com mais um dedo do óleo. Acrescente os aspargos e depois o arroz, mexendo bem até que o arroz esteja transparente. Vá despejando a água com o caldo de legumes aos poucos (uma concha de caldo por vez, até que esteja completamente absorvido) até que o arroz esteja cozido, mas al dente.

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Panquecas (e um saudoso café da manhã)

Domingo de manhã costuma ter clima de preguiça. Mas ao mesmo tempo, talvez por acordamos mais tarde, dá vontade de um café da manhã bem reforçado. Não sei por que, nesse eu acordei cedo e estava com ânimo e disposição para cozinhar. Acho que porque estava doida para provar um presente que ganhamos há alguns dias de um casal de amigos muito queridos: uma garrafa de maple syrup (xarope de bordo) orgânico enviada diretamente das terrinhas geladas (que agora está mais quente que aqui, né, meninos?) do Canadá.

Não avisei pro Marido, que dormia profundamente a essa hora, porque quis fazer surpresa. Mentira. Era porque eu achava que iria dar tudo errado: nunca tinha feito panquecas na vida. Mas te digo, caro leitor, é muito, muito fácil mesmo. Algumas receitas (a maioria) pedem para passar tudo no liquidificador ou processador, ou mixer, mas, preguiçosa  prática que sou, misturei tudo na mão mesmo e deu tudo certo. Outras pedem pra gente colocar claras em neve. Creio que deve valer a pena, mas eu não estava a fim de levar essa pena em troca de alguns “hummms” a mais, não.

Essa receita, que tirei daqui, foi uma das mais fáceis que achei e ficou deliciosa! Comemos com ovos mexidos com queijo, geleia de framboesa, requeijão, doce de leite e, é claro, muito maple syrup!

Do mesmo jeito que quando como doce de leite La Salamandra, quase consigo ver Buenos Aires de novo na minha frente e sentir aquele cheiro da cidade, lembrei muito dos nossos queridos Marcio e Tuana ao comer o tão esperado maple. Lembramos muito deles, mas, mais ainda, senti uma saudade de algo que eu nunca vivi (ainda) com eles lá no Canadá (será possível?). O cheiro de dentro da garrafinha me transportou, mesmo que por alguns segundos, para esse país tão distante, mas, por já sabê-lo “tão bem”, através deles, pareceu-me aqui, bem pertinho.

Panquecas saudosas 

1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar
1 xícara (chá) de leite
1 ovo
3 colheres (sopa) de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
Manteiga para untar

Modo de preparo

Numa tigela misture todos os ingredientes secos, faça um buraco no meio e acrescente o leite, ovo, manteiga derretida, creme de leite e misture bem com o auxílio de um fouet (eu mexi com uma colher mesmo). Unte uma frigideira e com uma concha acrescente a massa na frigideira já quente! Deixe dourar e depois vire a massa, com ajuda de uma espátula.

Fonte: Quitandoca

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Salada de tomates

Almoço de aniversário do Marido. Mamãe ia fazer lasanha, sogrinha, um pato com laranjas (uau!). Restou-me o desafio de harmonizar isso tudo com uma salada. Mas como dois pratos tão diferentes teriam como interseção uma única salada? Desafio lançado, soluções variadas. A primeira delas, relaxar. Nunca alguém no mundo iria conseguir fazer algo totalmente perfeito para duas propostas tão distantes.

A segunda foi utilizar coisas leves e adstringentes, já que os dois pratos já eram bastante “pesados”. Muito tomate, algumas uvas, folhas, mas nada de queijos nem maionese. Servir o molho e a manga – fruta mais carnuda da qual nem todo mundo é fã –  separadamente também foi uma boa idéia na hora de “maneirar”. A terceira foi, seguindo a linha da anterior, utilizar-se de coisas simples, mas certeiras.

Não posso negar que sou totalmente louca por saladas e a de tomates é a minha preferida. Lembrei muito de uma salada de tomates do Jamie Oliver quando fiz essa, pela mistura das cores, mas o Jamie utiliza queijo e seu molho geralmente é a base de vinagre balsâmico ou de pesto. Uma boa pedida pra quem quer acompanhá-la somente com uma massa, ou comê-la sozinha.

Para quem estava sentindo falta de uma saladinha aqui no blog, deixo a receita da salada e também a dica do molho, apesar de que, para mim, saladas e molhos são pura intuição somada ao que você tem em casa.

Salada de tomates da Ju

Ingredientes
Tomates cereja vermelhos
Tomates cereja amarelos
Tomates italianos miniatura (aqueles mais compridinhos)
Uvas verdes
Uvas roxas
1/2 maço de alface roxa
1/2 maço de alface americana
1/2 maço de rúcula
Folhas de hortelã para decorar
1 manga tommy (opcional)

Para o molho:
200ml de iogurte natural integral
1 e 1/2 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de mostarda Dijon
Suco de 1/2 limão siciliano
Gergelim torrado
Sal
Pimenta

Modo de preparo:
Corte os vários tipos de tomates em vários formatos diferentes: diagonal, no meio etc. Se quiser use também o tomate comum ou quantos tipos conseguir encontrar. Corte também as uvas, retirando as sementes, e a manga. Coloque as folhas ao redor da saladeira, deixando o meio para os tomates e as frutas (eu coloquei a manga separada, com molho por cima – como na foto). Decore com gergelim e folhas de hortelã. Sirva com o molho e pão rústico.

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Anéis de cebola (Onion rings)


Devo confessar que essa foi uma daquelas receitas que deram meio certo – fazia tempo que não postava uma dessas aqui, não é? E a metade que deu certo foi porque comemos muitos aneizinhos de cebola! Não sei se porque estávamos famintos, porque Marido é bondoso e comeu tudinho sem reclamar ou se porque estava realmente bom, mas não fiquei totalmente satisfeita com minha primeira tentativa de onion rings. Juro que a próxima será bem melhor. (Falou a voz da experiência)

Quem disse que fazer fritura – sem uma fritadeira – é fácil? Estrategicamente esperei um dia que estaria sozinha em casa por longas horas, organizei todos os ingredientes e acessórios, desliguei todos os aparelhos eletrônicos, li e reli a receita (minúscula) quatrocentas vezes e fiz todas as ligações necessárias – mamãe, papai, titio, titia, cobrador, Jamie Oliver –  para que não houvessem interrupções no momento da guerrilha. A receita, que é do Chuck, mas que vi aqui no blog da Milenna, é muito, muito simples. Mesmo assim foi uma bagunça só! Mas tudo bem, tirando as marcas dos respingos de óleo, foi divertido.

Esse é o tipo de receita que, tenho certeza, vai se aperfeiçoando com a prática. A única coisa ruim é ter que esperar a nova onda de coragem para querer fazê-la novamente. Mas nem tudo são espinhos (e respingos): a verdade é que fica muito, muito saborosa!

Fiz algumas alterações na original e da próxima vez que eu fizer colocarei gelo na mistura líquida para que permaneça fria por mais tempo (o que facilita na fritura e dá a crocância da massa) e fatiarei a cebola bem mais fininha. Ah, vocês ficarão surpresos com o “segredinho” que vai na massa!

Anéis de cebola

Ingredientes
2 Cebolas cortadas em rodelas
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
1 ovo
1 colher de chá de curry (ou outro tempero de sua preferência)
1 lata de água tônica bem gelada
Sal
Pimenta

Para o molho
1 colher de mostarda Dijon
1 colher de mel de abelha
50ml de leite
Sal a gosto

Modo de preparo
Separe os anéis das cebolas com cuidado para que fiquem intactos. Reserve. Em uma tigela grande, misture a farinha, o ovo, o curry e a água tônica, temperando com sal e pimenta. Misture bem para não ficar empelotado. Mergulhe as rodelas de cebola na tigela e frite-as em uma panela com óleo bem quente.
Para o molho: misture os ingredientes e sirva com os anéis de cebola.

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