Omelete de salada

Seguindo a linha de pratos fáceis (do tipo “coloca tudo o que sobrou ai”), dinâmicos, coloridos e – que podem ser – saudáveis, apresento-lhes novamente, pois já falei dele aqui uma vez, o omelete! Assim como o cuscuz, o risoto e tantos outros pratos felizes como esse, o omelete consegue se adaptar a quase tudo que você propõe. E, nesse caso, a proposta era tentar ser saudável, mas não passar fome. Então coloquei muita, mas muita verdura nele. E ficou divino. Adoro esse formato dele em meia lua, como se estivesse sorrindo pra mim!

Omelete de salada (para 2 pessoas)

Ingredientes:
3 ovos médios
3 colheres de sopa de creme de leite (ou iogurte natural)
1 colher de chá de fermento químico em pó
5 tomates-cereja cortados
8 Fatias de pepino bem finas
1/4 de abobrinha ralada ou picada  (piquei no processador)
1/4 de cenoura ralada ou cortada (cortei no processador)
1 fatia de queijo gorgonzola picado (opcional)
Frango desfiado (opcional)
Rodelas de azeitonas pretas a gosto
Cebolinha e coentro a gosto
Azeite ou manteiga
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Com um batedor ou garfo, misture os ovos em uma vasilha. Acrescente o creme de leite e o fermento e bata até ficar homogêneo. Tempere com sal e pimenta. Coloque numa frigideira grande (quente e com azeite) e deixe por uns 30 segundos. Em seguida, acrescente os outros ingredientes à frigideira, por cima dos ovos. Quando estiver já descolando da panela, dobre o omelete. Cozinhe até dourar bastante. Sirva imediatamente.

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Cuscuz marroquino colorido

Não consigo me decidir se prefiro as coisas – receitas, leia-se, mas, nunca deixando de lembrar que isso também vale para decoração – muito, muito simples, com pouquíssimos ingredientes, limpas, sofisticadas, fáceis e até meio assépticas, ou as coisas que misturam tudo, tudo o que a gente gosta, igualmente fáceis, confortantes, coloridas, alegres, customizadas, vibrantes, vivas!

Acho que sou grande fã dos dois tipos, e nunca vou conseguir me decidir, porque eu posso ter – cozinhar e projetar – os dois! Nesse caso, acho que depende muito do que dá vontade no dia. Hoje, por exemplo, estamos ainda em clima de carnaval – mesmo que seja só na saudade – e se o ano finalmente resolver começar na segunda-feira que vem, que comece com muito estilo: simples, do seu jeito, alegre e caprichado ao mesmo tempo. Como esse cuscuz!😉

Cuscuz marroquino colorido

Ingredientes (para sobrar pro outro dia!)
2 xícaras de couscous (feito com sêmola de trigo, diferente do nosso cuscuz de milho)
1 e 1/2 xícara de água
1 tablete de caldo de legumes (ou caldo caseiro, se preferir)
400g de carne moída
1 colher (sopa) de alecrim
100g de tomates-cereja assados*
100g de abobrinha picada
50g de berinjela picada
100g de pepino picado
3 colheres de azeitonas pretas, em rodelas
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de hortelã picada
Azeite de oliva para refogar a cebola
3 colheres (sopa) de amêndoas em lascas (opcional)
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Colorau a gosto

*Asse os tomates por 30 minutos em uma assadeira com bastante azeite e os temperos que desejar.

Modo de preparo

Leve ao fogo alto uma panela com a água e o caldo de legumes. Coloque o cuscuz em uma tigela ou panela, acrescente a água e tampe-a. O cuscuz irá cozinhar e secar. Após isso, solte-o com um garfo.
Em uma panela ou frigideira grande, refogue a cebola no azeite e coloque a carne moída. Acrescente o sal, o colorau e o alecrim. Quando a carne estiver bem dourada, coloque os legumes. Misture com o cuscuz e adicione o hortelã, as amêndoas, sal e pimenta. Sirva quente ou frio.

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Risoto de tomate seco e queijo Brie

Raramente faz um clima ameno aqui em Fortaleza e quando isso acontece, penso logo em comidas quentes e calóricas como café, chocolate quente, macarrão e risoto! Apesar de não ter feito esse numa noite de clima frio, hoje talvez fosse o dia ideal para fazê-lo. Prático, rápido e bem quente, como todo risoto deve ser!

Sei que já postei muitos risotos aqui no blog, mas não resisto em incentivar quem ainda não tentou fazer um desses. Parece difícil à primeira vista, mas depois que você acertar uma vez, não vai ter mais tanta vontade de escorrer macarrão ou de inventar um molho diferente pra ele a cada vez.😉

Risoto de tomate seco e queijo Brie

Ingredientes (para 2 pessoas famintas)
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
100g de queijo Brie
100g de tomate seco
2 colheres (sopa) de manteiga gelada
1 cebola média picada
1 xícara (chá) de vinho branco seco (usei o tinto porque era o que tinha aqui em casa)
2 tabletes de caldo de legumes
Gotas de limão siciliano
Azeite de oliva para refogar a cebola

Modo de preparo
Em uma panela, deixe ferver 700ml de água juntamente com os tabletes de caldo de legumes. Quando ferver, diminua o fogo para o mínimo, para permanecer aquecido. Em outra panela aquecida em fogo médio, coloque o azeite e refogue a cebola picada. Junte o arroz (mexendo por uns 2 minutos) e depois o vinho. Mexa bem até que o arroz fique transparente e o vinho tenha evaporado. Acrescente a água com o caldo de legumes aos poucos (uma xícara ou concha por vez), mexendo constantemente, e adicionando outra xícara de caldo somente quando a última tiver sido absorvida. Continue o processo até que o arroz esteja cozido, mas al dente (uns 15 minutos – veja o tempo do seu arroz na embalagem). Acrescente por último (quando faltar apenas uma ou duas conchas de caldo) o queijo Brie, os tomates e algumas gotas de limão (eu gosto com bastante!). Nestas últimas conchas, não deixe secar completamente o caldo. Adicione a manteiga gelada e misture levemente. Tampe a panela e sirva em seguida. Tempere com sal e pimenta, se desejar.

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Almoço express com tomates assados e pasta de ricota e gergelim

Dia-a-dia corrido, pouco tempo para comer e quase nada de tempo para preparar almoço. Nem por isso deixo de tentar comer bem, embora não goste de comer muito nessa refeição (principalmente quando não tenho tempo pra descansar depois!). Comer coisas leves no almoço faz meu metabolismo ficar um pouco mais acelerado, desde que eu coma um lanche no meio da manhã e outro no meio da tarde.

Meu “novo” estilo de vida, bem mais corrido do que meses atrás – não me perguntem como isso é possível, rs. – está me estimulando a testar coisas novas, almoços portáteis e verduras, muitas verduras, pra aguentar o tranco. Também sugiro esta receita para os leitores que curtem um carnaval animado, para que não percam muito tempo na cozinha, mas continuem belos e animados ao cair na folia!

Assim, irei unir o útil ao agradável, trazendo boas novidades para os fãs que pediam desesperadamente por coisas saudáveis, mas ao estilo Sim, please. Sem esquecer, é claro, que chego em casa azul de fome por uma “sobremesa fora de hora”. Espero que gostem da receitinha!

Sanduíche de vegetais com tomate assado e pasta de ricota e gergelim

Ingredientes (para 2 sanduíches)
4 fatias de pão de forma integral
1/4 de cenoura cortada bem fina
1/4 de pepino em rodelas bem finas
Azeitonas pretas em rodelas
3 folhas de alface
4 folhas de rúcula
8 tomates-cereja assados*
1 fatia de gorgonzola ou frango desfiado
Pimenta a gosto
Gotas de limão (opcional)

*Asse os tomates por 30 minutos em uma assadeira com bastante azeite e os temperos que desejar.

Para a pasta:
4 colheres de sopa de creme de ricota pronto
3 colheres de chá de gergelim torrado
Linhaça em pó a gosto

Modo de preparo
Corte a cenoura e o pepino (piquei tudo no processador) e pingue algumas gotas de limão. Misture com as folhas de alface e rúcula cortadas com a mão e acrescente as azeitonas e os tomates.
Para a pasta, misture os ingredientes e passe nas fatias de pão.
Monte o sanduíche com a salada e acrescente o gorgonzola ou o frango desfiado a gosto. Bom almoço!

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Cuscuz do Marido

Olá. Eu sou o Marido.

Vocês devem ter notado que o blog anda meio parado (mas não se preocupem: daqui a pouco as receitas estão de volta), então resolvi invadi-lo e escrever eu mesmo uma receita.

Cuscuz (ou Pão de Milho, dependendo da região) era obrigatório nos cafés-da-manhã na casa de minha avó e nos jantares de domingo de minha casa, sendo sempre servido pontualmente às 19h, para servir de companhia a outra marca de minha infância: Os Trapalhões.

Naquela época, cuscuzeira era um item desconhecido pra mim. Depois de preparada, a massa era posta em formato de meia-lua (seria em homenagem à lua do sertão, que servia de guia para todos?) em uma tampa de panela, sendo depois envolta em um pano de prato umedecido e então virada para a parte de dentro de uma panela cheia de água fervente. Como resultado, uma casquinha disputadíssima, por onde deslizava a manteiga e residia a melhor parte.

Mas os tempos são outros: os fogões agora são a gás e não mais à lenha, e panela grande não cabe nos armários dos apartamentos de 3 quartos da classe trabalhadora. Criaram-se as cuscuzeiras tamanho família e, mais recentemente, a de porção individual.

Rápida e prática (porém, não tão saborosa, tal qual a relação pipoca na panela e no microondas), a receita é simples e não exige demais do cidadão. Tanto que aqui em casa cuscuz sempre é feito por mim.

Ingredientes (para 3 porções)
2 xícaras de massa de milho (pode ser a Flocão, mistura melhor. O importante mesmo é ser Vitamilho)
1 xícara de água
Sal a gosto

Modo de preparo
Em um pote de sorvete de 2 litros vazio (não importa a marca, bastar estar limpo e seco), coloque a massa de milho. Depois, coloque a água e misture bem com a mão (basta lavar a que vai usar). Amacie por cerca de 5 minutos, adicionando sal de vez em quando. Deixe descansar por 10 minutos.

Coloque água no compartimento inferior da cuscuzeira (Paulista, lembrei agora do nome) pela metade e deixe ferver. O cuscuz ficará pronto de 2 a 3 minutos, quando a fumaça começar a sair de dentro dele. Comer quente.

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Trufa Marinha de Doce de Leite

Essa história começa, pra variar, com um pequeno erro, que vira acerto no final. E que acerto!

Eu gosto de uma marca de doce de leite, Marido gosta de outra. Pra não dar briga ver se um dia eu encontro uma marca que os dois gostem, eu sempre compro uma marca diferente. Deu meio certo. Entramos num consenso: Os dois…..detestaram, dessa vez.

O que fazer com um doce de leite que foi reprovado pelos dois? Uma receita que o modifique. De outra vez consegui salvar o dinheiro investido com essa receita aqui. E tenho que falar que valeu muito a pena.

Sem idéias brilhantes como a do brownie-cheesecake, decidi colocar o doce na panela e mexer até ficar com uma consistência “melhor”. Talvez fosse isso mesmo que eu faria aos 15 anos – com toda a confiança e sem me achar maluca. Mas confesso que, com quase o dobro dessa idade, fiquei com medo.

Enfim, mexi, com um pouco de margarina, o doce no fogo, com medo, mas muita fé. Fiz um “brigadeiro” de doce de leite (quase como falar ursinho de pelúcia em forma de cachorro ou ursinho de pelúcia do mickey). Isso existe? Não sei, mas foi muito fácil. Tão fácil que não merecia vir aqui pro blog, até ele ser (a)provado por nós.

Já que o tal “brigadeiro” ganhou mérito para estar no Sim, please, eu tinha que afrescalhá-lo um pouco mais, para não parecer que eu estou enrolando os leitores. Muito bem. Para polvilhar as bolinhas, fiz uma mistura de vários pós e acrescentei um pouco de Flor de sal marinho – “fleur de sel” (chique, né? Brigada, amiga Lu!), pra dar uma acentuada, e uma aliviada, no sabor bastante doce da, agora, trufa. Flor de sal vem de uma fina camada que fica na parte de cima das salinas. É uma parte nobre do sal marinho, que não é processado. Muito utilizado pelos chefs de cozinha, inclusive pelo Jamie, é claro. Descobri há pouco tempo que o sal pode ser utilizado em maior quantidade para os doces também. Isso por conta de um presente que ganhei do Marido.

Depois de muito pensar, chegamos a um nome mais honesto para o brigadeiro-de-doce-de-leite-com-um-toque-salgado:

Trufa Marinha de Doce de Leite 

Ingredientes:
1 lata ou pote (500g) de doce de leite pronto (ou faça você mesmo com uma lata de leite condensado*)
1/2 colher de sopa de margarina ou manteiga
1 colher de sopa de Cacau em pó
1/2 colher de sopa de Chocolate em pó
1/2 colher de sopa de Cappuccino em pó
3 pitadas de Flor de sal (sal marinho)

Modo de preparo
Coloque a margarina e o doce de leite em uma panela e mexa até obter consistência firme, mas pastosa (mais ou menos por uns 12 minutos). O doce deverá estar desgrudando da panela, como um brigadeiro. Retire do fogo, deixe esfriar e coloque na geladeira por 2 horas. Faça bolinhas com as mãos untadas de margarina. Misture os ingredientes secos (em pó) em uma vasilha e enrole as bolinhas na mistura.

*Para fazer doce de leite com leite condensado, coloque a lata em uma panela de pressão por 40 minutos. Retire-a e deixe esfriar antes de abrir.

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Brownies de Ovomaltine

Pozinho da felicidade, como costumo chamá-lo, o Ovomaltine entrou em minha vida muito cedo, quando minha mãe ainda não me deixava chegar nem perto do fogão. Assim, eu tinha que experimentar receitas com o que estava ao meu alcance. Foi uma descoberta maravilhosa, que tornava especial qualquer coisa que a acompanhasse.

Acho que ainda não descobri o brownie perfeito, mas eu continuo adorando tentar descobrir e Marido continua adorando provar. Essa é uma receita que me enganou, pois eu imaginava que, por conta do açúcar mascavo e por ela ter sido feita originalmente pra uma criança (tirei a receita do blog lindo da Paty), seria bastante doce. Então utilizei chocolate em barra com 60% de cacau, o que – tenho a impressão – transformou o gosto do brownie, tornando-o mais forte do que o que deveria ser. Sugestão? Coloque chocolate meio amargo comum ou ao leite mesmo. Acho que acentuará um pouco mais o gosto do Ovomaltine.

De qualquer forma, não se preocupe: brownie é uma comida que, assim como risotos, não tem muito no que dar errado. E  mesmo dando “errado”, geralmente fica muito bom! Viva as receitas infalíveis!

Brownies de Ovomaltine

Ingredientes
125g de chocolate amargo, picado
2/3 xícara + ½ colher (sopa) – 157g – de manteiga sem sal, amolecida
¾ xícara (130g) de açúcar mascavo – aperte-o na xícara na hora de medir
2 ovos
¾ xícara + 2 colheres (sopa) (125g) de farinha de trigo
1/8 colher (chá) de fermento em pó
2 ½ colheres (sopa) de cacau em pó, sem adição de açúcar
½ xícara (75g) de Ovomaltine flocos crocantes
½ xícara (78g) de chocolate amargo, em gotas ou pedacinhos
Ovomaltine extra, para polvilhar

Modo de preparo
Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte levemente com manteiga uma forma quadrada de 20cm  e forre-a com papel alumínio (eu utilizei papel manteiga). Unte bem o papel alumínio com manteiga.
Coloque o chocolate e a manteiga numa tigela média e leve ao banho-maria, mexendo algumas vezes até derreter. Retire do fogo e deixe esfriar ligeiramente.
Acrescente o açúcar e os ovos e misture para incorporar. Peneire a farinha, o fermento em pó e o cacau sobre a mistura, junte o Ovomaltine e misture até homogeneizar. Acrescente as gotinhas/pedacinhos de chocolate e misture.
Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por 30 minutos ou até firmar – não asse demais para que a textura dos brownies fique macia.
Deixe esfriar na forma e então remova cuidadosamente com a ajuda das “alças” de papel alumínio. Polvilhe com o Ovomaltine extra – que vai derreter e se tornar uma cobertura molhadinha – e corte em quadrados.

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